ATIVIDADE DE
FILOSOFIA PARA O SEGUNDO BIMESTRE
Caros alunos e alunas, a atividade
que será agora proposta, tem por objetivo trabalhar temas clássicos da
filosofia, em especial, do berço grego, do qual o ocidente é herdeiro político
e cultural.
“O Mito da
Caverna” de Platão é para muitos historiadores da filosofia, o texto mais
importante e significativo que existe. Platão descreve tal mito no Livro VII de
“A República” para comparar a totalidade das percepções entre um indivíduo
dotado de conhecimento filosófico com outro indivíduo sem este conhecimento.
É através
desta narrativa que Platão demonstra a validade da “Teoria das Ideias”, na qual
sustenta a existência de dois mundos antagônicos entre si, o mundo Inteligível
(ou mundo das ideias, ou mundo do ser, que é o mundo verdadeiro) e o mundo
sensível (ou mundo das coisas, ou mundo do não ser, que é o mundo falso).
Estou
enviando pra vocês então, um resumo do “Mito da Caverna” adaptado pela
Professora Marilena Chauí. Este texto será nossa principal fonte de estudos e
avaliações para o segundo bimestre. Para facilitar a compreensão, enviarei
também alguns links de vídeo aulas sobre o tema que vocês podem e devem
assistir.
“O MITO
DA CAVERNA” – PLATÃO
(adaptação Professora Marilena Chauí)
Imaginemos,
escreve Platão, uma caverna separada do mundo exterior por um muro baixo. Entre
este muro e o teto da caverna há uma fresta por onde passa alguma luz externa,
evitando que o interior fique na obscuridade completa. Desde seu nascimento,
geração após geração, seres humanos estão acorrentados ali sem poder mover a
cabeça na direção da entrada nem se locomover até ela, forçados a olhar apenas
a parede do fundo, vivendo sem nunca ter visto o mundo exterior nem a luz do
sol. Estão quase no escuro e imobilizados.
Do
outro lado do muro, mas ainda dentro da caverna, há um fogo que ilumina
vagamente o interior sombrio e faz com que as coisas que ali se passam sejam
projetadas como sombras na parede do fundo da caverna (pensemos na caverna como
se fosse uma sala de cinema e no fogo como um projetor de filmes).
Entre
o fogo e o muro, pessoas passam conversando e carregando nos ombros figuras ou
imagens de homens, mulheres, animais, cujas sombras são projetadas no fundo da
caverna. Nunca tendo visto o mundo exterior os prisioneiros julgam que as
sombras das coisas transportadas e os sons das falas das pessoas são as
próprias coisas externas. Ou seja, julgam que as coisas são seres vivos que se
movem e falam.
Os
prisioneiros se comunicam dando nome as coisas que julgam ver. e imaginam que o
que escutam, e que não sabem que são sons vindos de fora, são as vozes das
próprias sombras dos artefatos, e não dos seres humanos que os carregam e se
encontram do outro lado do muro.
Qual
é pois, a situação dessas pessoas aprisionadas? Tomam sombras por realidade.
Essa confusão, porém, não tem como causa um defeito na natureza dos
prisioneiros, e sim as condições adversas em que se encontram. Que aconteceria
se eles fossem libertados dessa situação miserável?
Um
dos prisioneiros, inconformado com a situação em que se encontra, decide
abandonar a caverna. Fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. De
início move a cabeça, depois, o corpo todo, a seguir avança na direção da saída
da caverna e escala o muro. Enfrentando as durezas de um caminho íngreme e
difícil, sai da caverna. No primeiro instante, fica totalmente cego com a
luminosidade do sol com a qual seus olhos não estão acostumados. Enche-se de
dor por causa dos movimentos que seu corpo realiza pela primeira vez e pelo ofuscamento
de seus olhos pela luz externa, muito mais forte que o fraco brilho do fogo que
havia no interior da caverna. Sente-se dividido entre a incredulidade e o
deslumbramento.
Incredulidade,
porque será obrigado a decidir sobre onde se encontra a realidade, no que se vê
agora, ou nas sombras em que sempre viveu? Deslumbramento, porque seus olhos
não conseguem ver com nitidez as coisas iluminadas.
Seu
primeiro impulso é retornar a caverna para livrar-se da dor e do espanto,
atraído pela escuridão que lhe parece mais acolhedora. Como precisa aprender a
ver, e este aprendizado é doloroso, desejará a caverna, onde tudo lhe é
familiar e conhecido.
Sentindo-se
sem disposição para regressar à caverna por causa da rudeza do caminho, o
prisioneiro permanece no exterior. Aos poucos, habitua-se às luz e começa a ver
o mundo. Encanta-se, tem a felicidade de finalmente ver as coisas como elas
realmente são, descobrindo que estivera prisioneiro a vida toda e quem em sua
prisão vira apenas sombras. A partir deste instante, desejará ficar longe da
caverna para sempre e lutará com todas as suas forças para jamais retornar a
ela. Mas lamenta a sorte dos outros prisioneiros. Por fim, toma a difícil
decisão de regressar ao subterrâneo sombrio para contar aos demais o que viu e
convencê-los a se libertarem também.
O
que acontece nesse retorno? Os demais prisioneiros zombam dele, não acreditando
em suas palavras. Se não conseguirem silenciá-lo com suas caçoadas, tentarão
fazê-lo espancando-o. Se mesmo assim ele teimar em afirmar o que viu e os
convidar a sair da caverna, certamente acabarão por matá-lo. Mas quem sabe,
alguns poderão ouvi-lo, e contra a vontade dos demais, também decidir sair da
caverna rumo à realidade?
LINKS
DE VÍDEOS AULAS
https://www.youtube.com/watch?v=rXpnzcSZrFE
https://www.youtube.com/watch?v=GYISmIglyc8
https://www.youtube.com/watch?v=TUgaGn0zxUg
https://www.youtube.com/watch?v=BYDuLFNfrJM&t=54s
https://www.youtube.com/watch?v=GYISmIglyc8
https://www.youtube.com/watch?v=TUgaGn0zxUg
https://www.youtube.com/watch?v=BYDuLFNfrJM&t=54s
- COPIEM
E COLEM ESTES LINKS NA BARRA DE ENDEREÇOS
DICAS E ESCLARECIMENTOS
Este texto (“O Mito da Caverna”) é
mais famoso e talvez o mais importante da história da filosofia, é inesgotável,
ou seja, sempre pode ser revisitado.
Platão usa este mito para demonstrar
a validade da “Teoria das ideias”, que é a base da sua filosofia. Por tratar-se
de um texto clássico, ele não envelheceu, muito pelo contrário, está a cada dia
mais vivo e vigoroso.
Após a leitura inicial, os alunos (as)
deverão elaborar uma redação de no mínimo 20 linhas
dissertando sobre o que entenderam (podem ser usadas outras referências, podem
ser pesquisados outros sites, livros, etc.). Não se esqueçam: Platão neste
escrito milenar está comparando um ser humano dotado de conhecimento filosófico
(senso crítico) com outro sem este conhecimento (aquele que usa apenas o senso
comum).
RESUMO DA ATIVIDADE
-
Ler o texto com atenção mais de uma vez, ou copiá-lo no caderno para ajudar na
memorização;
-
Fazer o possível para assistir às vídeo aulas (os links estão no corpo da
atividade);
-
Consultar sites, livros, revistas, o próprio caderno, youtube, etc., se
julgarem necessário;
-
Elaborar uma redação (mínimo de 20 linhas) sobre o tema;
IMPORTANTE
-
A
COVID19 e tudo o que gira em torno dela, como preconceitos, “achismos”,
crenças, negação da ciência, Cloroquina, resistência ao isolamento,
superstições, etc., podem ser usadas na reflexão da atividade, pois o Mito da
Caverna é uma reflexão de Platão justamente sobre os preconceitos e crenças
humanas que impedem o alcance do verdadeiro e puro conhecimento.
BOA
SORTE A TODOS
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